domingo, 10 de maio de 2009

Blog Fechado

O blog está oficialmente fechado.

Não é mais o tipo de coisa que eu quero escrever.
Esse blog já passou por muita coisa, e eu acho que ja deu tudo o que tinha que dar.

Talvez seja a hora de ir buscar coisas novas, idéias novas, ares novos, fronteiras novas, experiencias novas, qualquer coisa nova.

MUDANÇA: Essa é a minha nova fase.

Vou deixar o blog no ar mesmo sem postar nada nele, pelo menos por enquanto.

Qualquer novidade eu faço um post novo avisando a qualquer desavisado que venha a passar por aqui por qualquer motivo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A última postagem - Palavras de Menininha

"As coisas acontecem e na sua grande maioria, fogem ao meu controle.Eu poderia citar milhões de palavras e ainda assim continuaria sem entender o que metade delas representam na minha velha concepção.
Na realidade, a última semana foi um tanto conturbada por lamentos e lembranças das quais eu me comprometi a esquecer.
Um dia você acorda daquele sonho colorido da inflância e descobre que não quer esse mundo pra si, no entanto, o mesmo continua a girar sem pedir sua permissão.Gosto de me recostar sobre uma cadeira e colocar uma boa música, algo que me faça refletir; daí surgem meus textos frustrados, melancólicos ou apaixonados.Embora nos últimos dias me falte paciência e emoções suficientes pra colocar tudo em palavras sólidas.
Eu não poderia deixar de citar que minhas decepções com as pessoas tem sido significativamente assustadoras.Em algum momento, tudo o que antes importava, perdeu completamente o sentido.
A cumplicidade ainda existe, mas as prioridades e conceitos são diferentes.Aprendo com minhas experiências ruins, é claro; mas pra mim tudo o que aconteceu até agora só torna as presentes situações superfluas e inevitáveis.
Sinceramente, eu nunca soube me esconder.Não há como negar que prefiro ser verdadeira ao invés de permanecer sempre encima do muro, esperando que a solução dos problemas caia do céu.Minha consideração pelas pessoas não necessariamente me força a concordar com tudo o que elas façam.E eu não vou julgar, mentir, injuriar, ou questionar.
Mas nem só de lamentações vive um ser humano.
Todos nós chegamos ao momento onde nossas reflexões nos trazem aqueles que tornam a vida mais simples e doce.
Me sinto satisfeita em poder dizer que, em alguns casos, pessoas de nova convivência tem uma enorme porcentagem naquilo que faz com que eu me sinta melhor.Aqueles velhos e bons amigos continuam a fazer o resto dos dias valer a pena.E venho me apegando ainda mais a um em especial, com quem tenho dividivo histórias há muito tempo. 12:51 *-*

À ele faço questão de agradecer, pelo colo, pela preocupação, pela cumplicidade, pelos sorrisos que tornaram o dia menos escuro.
Difícil é acreditar que tudo é pra sempre, como eu acreditava ao me referir a tantos outros que já se foram; ou melhor, que escolheram ir."

Fiz esse texto há algum tempo, hoje ele serve para o que eu precisava expor.

Venho aos raros leitores das minhas palavras no intúito de me despedir.A coluna ''Palavras de Menininha" tem hoje a sua última postagem.
Tenho a intenção de, logo mais, criar meu próprio blog(não sei quanto tempo isso vai demorar .-.)mas a ideia é concreta.

Dividí um pouco de mim, mas agora isso acaba por aqui.
Beijos

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Real é o amor - Palavras de Menininha

Ela acordou assustada, precipitando um pulo, um grito sufocado na garganta.Seus olhos se enchiam de lágrimas, aquela sensação repugnante não lhe abandonava.
Se recostou sob o travesseiro.
Olhou para seu lado direito, ele ainda dormia.Aqueles claros cabelos dourados lhe ressaltavam a expressão doce de tranquilidade que, por hora acalmava sua inquietação.
Aquele rosto sem feições rudes lhe trazia a impressão de estar sentada à companhia de um anjo.
Foi se levantando lentamente, tomando o cuidado necessário para que ele não acordasse.
Dirigiu-se à cozinha.Tomou um copo de água fresca sob as mãos e fitou a janela, pensativa.
Sentiu passos leves, que se estendiam ao fim do corredor (Tentativa falha de não acordar a única pessoa que parecia conseguir dormir naquele singelo apartamento).


- O que você faz acordada a essa hora, meu amor? - Perguntou aquela voz lenta e grave, tomada pelo sono da madrugada.
- Eu não quis acordá-lo, desculpe - Respondeu ela, olhando vagamente para ele.
- Não me acordou - Negou ele banalmente, bocejando, tentando abrir mais os olhos para enxergá-la melhor - Você está bem?
- Não - Respondeu ela, fixando os olhos na janela enquanto colocava o copo na boca para mais um role - Sonhei com você...com nós dois.Sonhei que você não me queria mais por perto.
- Isso nunca vai acontecer - Indagou ele rapidamente.
- Como você pode saber? - Perguntou ela aflita.
- Eu sei que sempre vou querer estar junto à você, eu sei que sempre vou amá-la - Respondeu ele, calmo como sempre.
- Você não pode entender.Nunca serei aquilo que você desejou.Por mais que eu esconda meus defeitos, a cada dia que passa só ficam mais evidentes... - Argumentou ela, olhando fixamente para ele.
- Nunca pedi que você os escondesse de mim! Nunca exigi que você fosse perfeita.Só espero que reconheça o meu amor, reconheça que quero te amar - Interrompeu ele, parecendo insatisfeito.
- Nunca duvidei disso - Retrucou ela.
- Então por que você insiste em acreditar que vou te deixar um dia? - Argumentou ele - Tudo o que eu quero é te fazer feliz, e te faria feliz mesmo que não quisesse; porque a minha própria felicidade é incompleta se você não for feliz!
- Sei disso.Não queria que se exaltasse a essa hora - Respondeu ela calmamente.
- Não me exaltei, amor - Respondeu ele abrindo um leve sorriso - Você vem pra cama?
- Já estou indo - Respondeu ela, colocando o copo sobre a pia.
- Nada disso, mocinha! Vamos agora! - Indagou ele, sorrindo, tomando-a em seus braços firmes e carregando-a até o quarto enquanto ela gargalhava.


Jogaram-se na cama desarrumada, ambos perdendo o equilíbrio.Gargalhavam, um ao lado do outro.Até que das gargalhadas surgiram aqueles olhares fixos, apaixonados.
Aqueles olhos azuis como diamantes eram capazes de afogar qualquer medo ou incerteza.

Tomou aquele rosto de menino-anjo em suas mãos pequenas, de dedos magros e finos; e o alcançou, até que pudesse tocar seus lábios nos dele.
Do beijo surgiu o sorriso, do sorriso surgiram os abraços, dos abraços surgiram as juras de amor; e mais uma noite perfeita se fez...

- O amor é real - Dizia ela, repetidas vezes, delirantemente.
- Real é o amor - Respondia ele - Real é o amor!

Murilo

terça-feira, 7 de abril de 2009

Aquilo - Palavras de Menininha

"O medo costuma voltar com intensidade menor que o normal.Eu sei, às vezes meto os pés pelas mãos, me julgo a dona do mundo e finjo que as opiniões alheias não significam absolutamente nada.Mas raramente é assim.
Me prendia à sonhos e valores superficialmente selecionados, onde eu tentava agir com incerteza, já que a certeza nunca era certa de fato.
Mas quase não sei quem sou, o que sou.Só sei que preciso ser mais e não sei como procurar aquilo que ainda falta para que eu me contemple como em épocas mais simples.
Meu grande mal é não saber mais acreditar no que me restou para lamentar.Já tomei consciência de que tudo isso, um dia, por vontade minha ou não, vai se perder; absorvendo cada pedaço do que era pra ser meu 'eternamente'.E existe algo eterno?
Não, exatamente.Por isso vivemos carregando o fardo mais pesado...saber que o minuto disperdiçado não volta nunca mais, as horas de insanidade e alegria ficaram pra traz e trouxeram suas consequências desastrosas.
É só o que a vida move por suas ridículas forças que conspiram, à favor ou contra qualquer um de nós.
Aprendo a caminhar sozinha...ou ao menos tento."


Certos fatos exigem o mínimo de reflexão.Digo isso por cansar de me contentar com o que contradiz as frases que antes eram tão bem ditas.
Dispenso tudo o que já não me faz bem, até porque não conseguiria conviver com a minha consciência se permanecesse fingindo que meus atos ainda condizem com o que eu sinto na realidade.
É hora de reestruturar outro lado da vida, isso sem deixar pra traz a essência.
E como toda essência exige sua base, você é a minha, Murilo

domingo, 22 de março de 2009

Tipicamente necessário - Palavras de Menininha

Embora já tenha exposto tantas vezes os meus sentimentos em palavras sem qualquer eloquência, agora me devo a sinceridade de coloca-lás em simples desabafos do meu estado de espírito que, de fato, jamais esteve tão estável.
Quisera eu, poder olhar aos olhos de cada indíviduo para quem tenho vontade de me referir e demonstrar aquilo que sopra no meu peito, mas que já não me impede de viver o que é meu.Hoje eu sou mais indepentende do que jamais esperaria me tornar.Sinto orgulho de mim mesma, é claro; por esse e outros motivos.
Aquela velha insegurança que se mantinha presa ao meu ego juntamente com meus fracassos e meus medos, realmente ficou pra traz.Detesto menospresar meus antigos valores, os valores de duas semanas atraz; mas obviamente me sentia infeliz por qualquer razão, que me forçava a culpar sempre a velha inimiga...TPM.
E por um surto qualquer, tão insignificante quanto meus pensamentos, resolvi dedicar mais de mim a sorrir.Sorrir com aquele céu de baunilha que se forma nos fins de tarde, no verão.Sorrir com as lágrimas de nostalgia das boas lembranças, aquelas que me fizeram crescer, evoluindo de algum modo.
Prefiro notar a realidade, sem me esquecer das ilusões que sempre fiz questão de pintar.
Eu me apaixono todos os dias por tudo que ainda vou aprender, por tudo que quero viver.Eu me apaixono pelos velhos fatos e aqueles que, logicamente não tem importância ou sentido algum.
Eu me apaixono todos os dias por quem eu sou agora.Me apaixono a cada instante pelo mesmo sorriso, seguido de juras de amor eterno.Me apaixono pela cumplicidade com a Flávia, pelo gosto da Fernanda, pela ingenuidade da Patrícia, pela inocência da Bia, pela saudade da Marina.Me apaixono todo dia pela compreensão insana do Renato, pela boa vontade do Lucas (Lucky), pelo humor do Guilherme (Ozie), pelos abraços do Filipe (Masö), pelo carinho à distância do Raitan.
Me apaixono pela doçura da Carol (Cá), pela confidência com a Nilcéia, pela intimidade com a minha mãe, pelas lições de vida do meu pai, pela teimosia do meu irmão mais novo.
Me apaixono por aquilo que se foi e não volta mais.E se for especificar cada um, passarei o resto dos meus dias ligando qualidades à todos os que me são tipicamente necessários.Me apaixono pelos amigos, como eram, e como são hoje.Me apaixono pela ausência, por tudo que fui capaz de tirar das decepções e despedidas.

Me apaixono por aqueles sonhos concretizados.
Me apaixono ao fingir ler as mentes dos que estão mais próximos.Me apaixono pelo novo e raro, pelo bom e limitado.Me apaixono pelas manhãs geladas de sol, ou pelas noites insuportavelmente quentes.Me apaixono pelo futuro que planejo a cada hora.Pela música, pelos ídolos, pelos livros mal organizados na minha cômoda, pelos pedaços que ficaram pra traz, por tudo que não fiz.Mas toda a minha paixão não me impede de enxergar o que eu preciso ver.
E eu sei que o que foi, e agora vai, não volta.
E eu não sei o que é, ou o que será; mas sei que desejo ser.


Obviamente, a força de todos os meus dias...Murilo

La Rocca - Non-Believer

terça-feira, 17 de março de 2009

Pequenos gestos valem mais - Palavras de Menininha

Ele a encontrou naquela calma rua sem saída, que se clareava com o sol insupotavelmente quente das manhãs de primavera.
Decidiu parar para olhá-la de longe, notar como seu cabelo se balançava com a leve brisa que aliviava a expressão de cansaço de seu rosto.Aqueles olhos castanhos, cuidadosamente contornados, lhe lembrava seu primeiro contato visual; o primeiro momento em que aqueles olhos pintados lhe seguiram, tentados.
Se aproximou do jardim de poucas flores, no final da rua, onde ela o esperava.Olhando para os lados, se abaixou e com uma só mão arrancou dois 'dentes de leão'.
Notou que ela o havia visto, mas por alguma razão decidiu fitar os próprios pés, num sorriso ingênuo e encabulado.Chegando cada vez mais perto, ele era capaz de ouvir um som comum, que mais lhe parecia uma de suas canções, que deixou de ser cantarolada quando ela olhou para cima e o viu com um sorriso extenso e doce.
Não disseram absolutamente nada, apenas trocavam os mesmos olhares apaixonados.Ele estendeu a mão e lhe deu um dos 'dentes de leão'.Ela o fitou com ar de mistério, curiosa do por que daquele gesto.
- Faça um pedido e assopre tudo de uma vez - Disse ele sorrindo, numa voz calma e leve, enquanto tocava o rosto de velúdo à sua frente.
Ela continuou calada, parecendo estar pensando bem no que desejar.Tomou fôlego e assoprou todos os fiapos da flor, até que não sobrasse nem mesmo um.
- Você sabe o que eu pedi ? - Disse ela, numa voz expontânea.
- Você não pode me contar, se não o pedido não se realizará - Disse ele num tom de repreensão.
- Mas posso escrever - Respondeu ela.

Imediatamente pegou uma folha de caderno que estava jogada ao seu lado esquerdo, com um lápis que havia caído na grama e uma mochila aberta.Começou a mover os braços, na intenção de impedir que ele visse o que ela queria dizer.
Logo, virou o papel em sua direção, lhe mostrando o conteúdo.
"Você".Era o que estava escrito na folha branca.

- Eu ? - Perguntou ele numa risada confusa - Mas você já me tem, minha princesa.
Ela se virou e começou a escrever na mesma folha novamente.
"Você.Pra sempre".Era o que havia no papel agora.

- É o que desejo também - Disse ele, olhando fixamente para ela.
- Desejo que nossa vida seja sempre assim.Pequenos gestos valem mais! - Disse ela, enquanto se apoiava para lhe dar um beijo.

Murilo, minha inspiração.

domingo, 8 de março de 2009

As velhas reflexões - Palavras de Menininha

Temer o futuro pode ser tão assustador quanto supor que metade dele sairá diferente do que você custou a planejar.
Nunca foi de grande importância pra mim, afinal, mudo de planos a todo instante, minha concordancia varia de acordo com aquilo que me convém num certo momento.
Minhas mãos doem; mas dessa vez por justa causa.Estou prestes a fazer algo que talvez nem de longe me engrandeça.
Mostrar que a pressão na minha cabeça não me deixa prosseguir junto à tudo aquilo que quase esqueci.
Cansei de esperar a minha retribuição, a minha tão desejada retribuição.Então que venha a velha hipocrisia.
Me permito aquela imprecisão de opiniões tornas, melodramáticas, banais e fúteis.De fato, todos agimos por conveniência.Eu só ainda não
descobri se generalizar é válido agora.
Não há como sustentar aqueles meus velhos desejos, quase mortos.Minha visão altruísta já não adianta de tudo.Não adianta de nada.
Embora eu não me permita a necessária eloqüencia, me desdobro tentando buscar o rumo antigo das coisas que se estagnaram.


Muitos de nós tendem a refletir.Quase sempre os motivos são os mesmos, mas o fato é que na maior parte do tempo estamos buscando aqueles velhos argumentos para justificar 'o agora',
ou até mesmo aquilo que já se foi.

Embora muitos conceitos mudem, há um que sempre será igual; eu te amo, Murilo

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